Artigos

Análise do deslocamento do árbitro em quadra no primeiro e segundo período da partida de basquetebol.

Autores: Sérgio Cestaro Júnior, Renato Molina e Benedito Sérgio Denadai.

Nome da revista: Revista de treinamento Desportivo

Ano de publicação: 2001

Objetivo: Os objetivos do estudo são de analisar a capacidade aeróbia e anaeróbia dos árbitros de basquetebol.

Metodologia da pesquisa

O estudo foi realizado com 8 árbitros de basquetebol pertencentes ao quadro da FIBA, que atuam nos campeonatos paulista e da Associação Regional de Basquetebol, com média de idade de 28 anos, estatura média de 1,85 e média de 85 kg. Eles foram submetidos a duas análises, teste para a avaliação da aptidão física e deslocamento em partida.

Principais Resultados

Na tabela 1 foram apresentados valores do tempo e do pico de lactato em 5 tiros de 30 metros. Valores médios para os árbitros de basquetebol foram de 4,82 ± 0,30 s e 6,87 ± 1,77mM. O valor médio de limiar encontrado no teste aeróbio (3x1200m) foi de 200,1 ± 12,8 m/min. Os valores médios do deslocamento do árbitro nas diferentes faixas de velocidade foram: média de tempo 4,82 s, média do pico de lactato 6,87 mM, média da velocidade do limiar anaeróbio 200,16 m/min.

A tabela 2 apresentou que o árbitro percorre maior parte da partida em velocidade de 0,6 a 2,5 m/s, correspondendo a 53% do deslocamento total. O árbitro percorre no primeiro período mais distância em velocidades submáximas e menor distância em velocidades supramáximas que ele percorre no segundo período, não foi encontrado.

Na tabela 3 encontramos o tempo médio de permanência em minutos, do árbitro em velocidade e parado, com seus percentuais em relação ao meio do período realizado.

O tempo de duração do 2º período foi estatisticamente maior que do 1º período, o tempo que o árbitro ficou parado também foi maior no 2º período em relação com o 1º. O tempo de permanência em velocidades submáximas aumenta e o tempo de permanência em velocidades supramáximas diminui no 2º período em comparação com o 1º.

O deslocamento na partida foi dividido em intensidades relativas a velocidade do limiar anaeróbio (V4), deste modo, determinou-se o tempo de deslocamento supralimiar (>V4)e sublimiar(≤V4) e a distância que o árbitro percorreu nestas intensidades. Ele realiza maior deslocamento em intensidade sublimiar (3.363,3 ± 196,2 m ; 73,3%) do que supralimiar (1.300,0 ± 200,1 m, 26,2%), 1732,5 ± 209,4m (70,8%) no 1º período e 1930,8 ± 247,3 m (76,7%) no 2º período. Foi encontrado uma diferença na porcentagem do 2º período em relação ao 1º período, tanto para velocidade sublimiar como para velocidade supralimiar.

Conclusão

Baseado nos resultados encontrados neste estudo, pode-se concluir que o árbitro desloca menos que o jogador, devido a mecânica do árbitro, ele não percorre a quadra toda na maior parte do tempo. A diferença que foi encontrada no tempo de duração do 1º período e 2º período, não houve aumento no deslocamento total do árbitro, porque ele permaneceu mais tempo parado, que pode ter sido pelas paralisações do jogo. A baixa capacidade anaeróbia aláctica e aeróbia dos árbitros avaliados, pode indicar  uma necessidade de programas específicos de treinamento para eles, para que a sua atuação durante a partida, não seja comprometida pelo seu aspecto físico.

Aluno: Fernanda do Carmo Carias

Avaliação da composição corporal de atletas de basquetebol do sexo masculino participantes da liga nacional 2003

Autores: Arthur Paiva Neto; Marcelo de Castro César

Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano 2005; 7 (1): 35-44

Este trabalho teve como objetivo avaliar a composição corporal de atletas que participaram da Liga Nacional de 2003 e fazer comparações dos resultados entre suas posições através de variáveis como peso, altura, índice de massa corporal (IMC), massa magra, peso de gordura, dobras cutâneas subescapular, tricipital, bicipital, peitoral, médio axilar, supra ilíaca, abdominal, coxa medial e panturrilha medial. Foram avaliados 85 atletas de diferentes equipes antes do treinamento ou jogo, através de 3 coletas para cada variável , sendo considerado o resultado final a média das medidas. Estas foram realizadas por um único avaliador, utilizando-se do hemicorpo direito e da técnica descrita por Petroski. Também foi questionado ao atleta a sua posição preferencial, bem como o tempo em anos de participação na Liga Nacional e a data de nascimento para confirmação. Para a coleta de dados foram utilizados equipamentos como balança antropométrica, estadiômetro portátil, adipômetro, lápis dermatográfico, ficha de coleta de dados desenvolvida pelo autor da pesquisa e ficha de consentimento para utilização de dados na pesquisa.Para a análise de dados foram utilizados métodos de análise de variância, teste T-Student-Newman-Kewis, desvio padrão e correlação de Pearson. Como resultado foi encontrado redução de altura na seguinte ordem: pivôs, alas-pivôs, alas, alas –armadores e armadores. Os pivôs e alas-pivôs apresentaram-se mais pesados que os outros. Os pivôs também apresentaram maior percentual de gordura, peso de massa magra, peso de gordura, somas noves dobras, somas das dobras do tronco das de membros que os demais grupos. Os dados sugerem que os pivôs pela sua estatura e peso corporal elevados, também tenham todas as outras medidas mais acentuadas que os demais membros e isto pode influenciar na performance do atleta quanto às suas valências físicas, fazendo com que ele seja mais eficiente e tenha um melhor rendimento em uma determinada posição do que em outra, levando em consideração que pivôs com estas características tem maiores chances de se destacar nos bloqueios, proteção , dentre outras características de ataque e defesa ofensiva, enquanto os armadores precisam ser ágeis e velozes para construir toda a jogada da equipe.

Aluno: Victor Barbosa Ribeiro

A influência de diferentes metodologias de ensino-aprendizagem- treinamento no basquetebol sobre o nível de conhecimento tático processual

Autoria: Juan Carlos Pérez Morales e Pablo Juan Greco

Revista: Revista Brasileira de Educação Física e Esportes

Publicação: outubro/ dezembro de 2007

O objetivo de estudo foi de analisar e descrever a metodologia utilizada pelos treinadores da categoria mini-basquete (10 a 12 anos) além de analisar sua influência sobre o nível de rendimento do conhecimento tático processual.

A amostra foi composta por 40 (n = 40) praticantes da modalidade esportiva basquetebol, do sexo masculino, da categoria mini-basquete (10 aos 12 anos de idade). A amostra foi dividida em 3 grupos, sendo aplicada uma metodologia de ensino-aprendizagem-treinamento específico para cada um desses:

-Grupo A (n=18): utilizou-se o método situacional e o método global funcional, identificado neste estudo com a sigla SG.

-Grupo B (n=11): utilizou-se o método situacional e o método misto (analítico-global), identificado neste estudo com a sigla SM.

-Grupo C (n=11): utilizou-se o método analítico, identificado neste estudo com a sigla MA.

O instrumento utilizado na coleta de dados foi a bateria de testes KORA (MEMMERT, 2002). Foram aplicados testes que permitissem avaliar dois parâmetros inerentes às capacidades táticas: oferecer-se e orientar-se e reconhecer espaços. Para analisar esses parâmetros foram concebidos testes baseados em jogos ou formas de jogo. A observação sistemática e direta dos treinos foi realizada por meio do protocolo de categorização e classificação das sessões de treinamento desenvolvido por STEFANELLO (1999). O procedimento estatístico utilizado para comprovar diferenças significativas entre os escores do pré e pós-teste foi o teste não-paramétrico de Wilcoxon. O cálculo do coeficiente alfa (Alfa de Conbrach) determinou a consistência interna na avaliação dos peritos, obtendo valores de 0,92 para o grupo A, de 0,91 para o grupo B e de 0,88 para o grupo C. Os dados obtidos na observação sistemática dostreinos foram analisados utilizando-se procedimentos da estatística descritiva. O cálculo do qui-quadrado (X²) nos parâmetros condições da tarefa (fundamento individual, combinação de fundamentos, complexo de jogo I, complexo de jogo II e jogo) e tipo de tarefas (aquisição da técnica, fixação e diversificação da técnica, aplicação da técnica e competição) permitiu estabelecer diferenças significativas entre os grupos.

Quanto aos resultados obtidos, a equipe “A” desenvolveu um processo de E-A-T centrado no desenvolvimento das capacidades táticas. A equipe “B” apresentou um processo de E-A-T centrado tanto na técnica quanto na tática, por meio do emprego do método situacional e o método misto (Analítico- Global); a equipe “C” desenvolveu um processo de EA-T centrado na técnica, orientando as atividades nos treinamentos sob os parâmetros didático-metodológicos referenciados no método analítico.  A equipe A, com uma proposta de treinamento predominantemente no método situacional-global (SG), destinou a maior parte do tempo ao treinamento tático-técnico (58,79%). A equipe B, com uma proposta de treinamento baseado no método situacional misto (global-analítico-global) (SM), destinou 50,74% do tempo ao treinamento tático – técnico e a equipe C, com uma proposta de treinamento predominantemente no método analítico (MA), destinou-se uma considerável parte do tempo ao treinamento técnico (36,80%)..

Observou-se no presente estudo que no processo de E-A-T, a estruturação das tarefas e a distribuição de conteúdos assumem especial importância no quadro de planificações e condução do processo para garantir a aquisição do conhecimento tático. Os métodos de E-A-T baseados em metodologias tradicionais, como o caso dos observados no grupo “B” e particularmente do grupo “C” do presente estudo, não se apresentam como alternativas interessantes para a iniciação nos esportes.

Análise crítica

Para tal estudo seria interessante, também, a análise da aplicação das várias metodologias em crianças menores para que fossem estabelecidas aquelas mais adequadas e favoráveis ao seu desenvolvimento cognitivo através da atividade física.

Aluna: Bárbara Santos Ferreira

Efeitos do treino e do destreino específicos na força explosiva: um estudo em jovens basquetebolistas do sexo masculino

Autores: Eduardo Santo, Manuel A. Janeira, José A. R. Maia.

Rev. paul. Educ. Fís.

jul./dez. 1997

O objetivo do artigo foi identificar os efeitos do treino pliométrico nos indicadores da força explosiva (velocidade, agilidade, salto a partir de uma posição estática, salto com contra-movimento e potência mecânica média dos membros inferiores) de jovens basquetebolistas e perceber os efeitos do destreino específico e da aplicação de um treino pliométrico reduzido, nos ganhos anteriormente obtidos.

A amostra foi constituída por 19 jovens basquetebolistas do sexo masculino (idade 14 e 15 anos).

Os métodos utilizados foram para identificar os indicadores de força explosiva: velocidade 20 m, agilidade, salto a partir de uma posição estática, salto com contra-movimento e potência mecânica média dos membros inferiores.

Os saltos foram realizados numa plataforma eletromecânica “Ergojump”. Os treinos de três vezes por semana que eles estavam habitualmente a fazer permaneceram e acrescentando o treino pliométrico onde enfatizava o treino de força explosiva com duração de oito semanas com três programas de treino diferente organizou os treinos em um circuito. Após a fase inicial, foram separados em dois grupos: grupo de controle (G1, n=10) e grupo experimental (G2, n=9).

Os procedimentos estatísticos utilizados foi a estatística descritiva, média e desvio padrão e o Teste T comparação de grupos (pré e pós treinamento). Os efeitos do treino pliométrico obtiveram ganhos superiores nos indicadores de velocidade, agilidade e salto. Esse tipo de treino para um atleta de alto nível do basquetebol é imprescindível para o ganho de força explosiva nos membros inferiores. Foram feitos o mesmo procedimento em jovens sedentários com jovens desportistas os resultados apresentados não houve grande diferença na população confrontada.

Os efeitos do destreino especifico e do treino reduzido nos sub-grupos foram: no G1 ocorreu diferenças estatísticas para valores da velocidade, salto estatístico e salto com contra-movimento, no G2 as diferenças encontradas foram na velocidade e na agilidade. Ocorrendo então uma redução e manutenção nos diferentes parâmetros da força avaliados. Para os atletas do basquetebol que é imprescindível a manutenção de força explosiva perante os resultados apresentados a exclusão da redução do programa do treino pliométrico é aceitável pelo menos para esse período de quatro semanas de destreino e o escalão etário.

Os resultados do treino pliométrico garantem a eficácia nos diferentes indicadores da força explosiva em jovens jogadores de basquetebol. O período de treino reduzido e o destreino especifico tem resultado iguais para a manutenção dos níveis de força explosiva. Os resultados apresentados mostram que o treino especifico em basquetebol parece ter uma sustentação e manutenção dos indicadores de força explosiva no programa de treino aplicado.

Aluno: Lidiane Gonzaga e Silva.

O efeito do treino de força sobre o salto vertical em jogadores de basquetebol de 10-13 anos de idade.

Autores: Mário A.Cardoso Marques

Juan J. Gonzáles Badilio

Revista Brasileira de Ciências e Movimento. 2005

O artigo tem como objetivo descobrir sobre questões relacionadas ao desenvolvimento de força explosiva em jogadores de basquetebol (pré-púberes) de 10 a 13 anos de idade aplicando um treino de força, para a verificação dos efeitos no uso ou não de um treinamento específico. Levando em consideração a força que é utilizada no salto no momento do arremesso.

Para o estudo foram avaliados 20 atletas, todos acostumados a treinar três vezes por semana o basquetebol. Desses, 10 atletas ficaram no grupo controle, ou seja, continuaram os treinos normais durante as oito semanas do estudo. Os outros 10 atletas, antes de cada treino normal de basquetebol eram submetidos a treinamento de força para saltos verticais, durante as mesmas oito semanas do estudo, e esses atletas faziam parte do grupo experimental. Os exercícios de força eram basicamente o agachamento completo e o meio agachamento de três a quatro series com seis a oito repetições cada serie, e pausa entre as repetições de dois minutos. Nos primeiros treinos, começaram com pesos externos entre cinco e vinte quilos e ao final dos treinos chegou-se a ate trinta quilos para os dois exercícios. Se alguma criança obteve dificuldades na execução dos exercícios, reduzia-se rapidamente a carga. Todos os atletas foram testados antes e depois de cada treino nos quesitos, salto vertical sem contra movimento e salto vertical com contra movimento, utilizando os procedimentos estatísticos de média aritmética, desvio padrão e análise de variância.

Ao final, os resultados indicaram uma melhora muito significativa da força explosiva nos atletas do grupo experimental. Também houve melhoria da força explosiva nos atletas do grupo controle, porém sem expressão estatística significativa quanto os do grupo experimental. O fator determinante para a melhoria da capacidade de salto pode atribuir-se fundamentalmente às adaptações neurais, já que se podem observar adaptações nervosas durante as primeiras seis semanas de treino. Assim, vários estudos comprovam a eficácia do trabalho de força em indivíduos pré-púberes durante períodos de treinos que variam entre oito e dez semanas, ou há até doze semanas.

Na conclusão foi percebido que grupo experimental melhorou de maneira significativa a força explosiva medida através dos diferentes saltos analisados, não ocorrendo idêntica significância com o grupo controle. Um pequeno trabalho de força dinâmica com pesos livres pode ser eficaz em crianças de 10 a 13 anos de idade para melhoria do salto vertical. Os incrementos obtidos na impulsão vertical foram conseguidos sem haver necessidade de realizar-se o trabalho pliométrico, ou seja, trabalhos através de atividades que desenvolvam o músculo com movimentos intensos.

Aluno: Warley Matias Siqueira

A representação do ensino do basquete em contexto escolar: estudos de casos na formação inicial em educação física

Autores: Valmor, RAMOS;  Amândio Braga dos Santos GRAÇA e Jurarez Vieira do NASCIMENTO

Nome da revista: Revista Brasileira de Educação Física Esportiva

Ano da publicação: 2006

Objetivo do artigo: O objetivo da pesquisa foi descrever as atividades de ensino do basquetebol em contexto escolar de estudantes universitários de Educação Física em situação de estágio supervisionado.

Metodologia de pesquisa: Os procedimentos metodológicos  adotados caracterizaram esta pesquisa como sendo descritiva e interpretativa de estudos de casos múltipols. Os dados foram obtidos a partir de observações sistemáticas, entrevistas formais semi-estruturadas e planejamentos escritos de três estudantes da 6ª fase do curso de licenciatura. Os procedimentos de recolha ocorreram em ambiente natural das aulas de estágio curricular. Neste estudo em particular, estes fenômenos estão caracterizados como o conhecimento pessoal de professores durante o processo de formação inicial, em situação de prática de ensino dos jogos coletivos. As imagens das aulas obtidas com a câmera numa posição o mais distante possível dos sujeitos, na tentativa de evitar interferências no ambiente natural que pudessem alterar as ações e decisões dos estagiários e alunos envolvidos na pesquisa. Ao final do período de gravação das aulas foi realizada a entrevista formal com cada participante do estudo, em local previamente agendado e com acesso restrito apenas ao pesquisador e participantes do estudo.

Análise crítica: Observar como três estudantes fariam uma aula de basquete em uma escola, de acordo com o material e espaço disponível. A partir da observação das aulas pudemos ver quatro níveis de complexidade, que são os fundamentos individuais que exercitam as habilidades técnicas isoladas sem oposição. Combinação de fundamentos que exercitam duas ou mais habilidades sem oposição. Complexo de jogo, que são situações de jogo de ataque e defesa com oposição simplificada e por último o jogo, que são exercitações em situação de jogo. A partir de pesquisas realizadas com estudantes universitários no ensino de jogos coletivos, percebeu que uma das características destes  futuros professores era de ensinar habilidades fora do contexto de jogo, e não ensinar estratégia de jogo, o que faz com que alunos se desmotivem na hora  do jogo, por não conseguirem realizar as técnicas.

Principais resultados encontrados: No trabalho de Sílvia os feedbacks durante o jogo formal eram emitidos de forma espontânea e imediato, a medida que ocorriam no jogo, o que demonstra os conhecimentos de Sílvia sobre estes conteúdos do basquete. Ela evidenciou valores de diversão em sua experiência de prática desportiva.

Já Ricardo direcionou suas aulas ao ensino dos fundamentos técnicos de forma pouco contextualizada, Ricardo revelou algumas dificuldades sobre o conhecimento da matérias, ele revelou sua dificuldade quanto ao conhecimento do conteúdo do basquete, principalmente aqueles relacionados aos aspectos táticos, ele destacou valores éticos e morais da atuação profissional.

O ensino de Pedro nas aulas de basquetebol durante o estágio partiu de uma sequência de tática para a técnica, se aproximando da perspectiva de que o praticante deve entender “o que” deve fazer (intenção tática), antes de conhecer “como” deve fazer (mobilidade técnica). Pedro salientou valores de companheirismo e socialização em sua experiência de prática desportiva.

Conclusão: A partir dessa pesquisa tive a possibilidade de concluir como é importante trabalhar as aulas de forma organizada e democrática, pois devemos ensinar as técnicas e táticas em partes, para depois utilizar no jogo, mas sempre respeitando as diferenças entre os alunos, trabalhando suas habilidades e dificuldades, nunca excluindo nenhum aluno.

Aluno: Alana Pires Dale

A seleção de jovens atletas de basquetebol: estudo com técnicos brasileiros

Autores: Valmor Ramos, Fernando José da Silva

Este artigo foi publicado na Revista Brasileira de Cineantropometria & desenho humano, no ano de 2000.

O objetivo dessa pesquisa foi analisar quais são os critérios utilizados para o processo de seleção de jovens atletas de basquetebol, realizado pelos técnicos brasileiros de basquetebol.

Esse estudo caracterizou-se por uma pesquisa de campo de natureza descritiva que foi efetuada na cidade de Porto Alegre, durante a realização do IV Jogos da Juventude do Brasil. A amostra foi constituída de todos os técnicos das equipes representativas dos estados da federação, participantes da divisão “A” da competição (n=16), sendo metade de técnicos das equipes femininas e a outra metade de técnicos das equipes masculinas. Para a coleta de dados, foi utilizado um questionário constituído de questões fechadas e escala de atitude de pesquisa social, elaborado a partir dos estudos de Maia (1993).

Neste estudo, foi realizada uma análise preliminar entre as respostas dos técnicos para verificar se existia grande diferença entre os critérios utilizados pelos técnicos das equipes femininas e masculinas para seleção dos jogadores. Os resultados dessa análise indicaram não haver diferença significativa entre as respostas dos técnicos para selecionar jovens atletas para a posição armador, lateral e pivô, essa homogeneidade entre as respostas permitiu que todos os resultados amostrais fossem utilizados na descrição dos resultados da pesquisa. Sendo assim, foi concluído que para seleção desses atletas, os técnicos levavam em consideração os fatores antropométricos ( peso, altura total, envergadura,comprimento dos membros superiores e inferiores e altura sentado), fatores condicionais ( força dos membros superior e inferior, velocidade de deslocamento e reação, flexibilidade, resistência aeróbia e agilidade), fatores técnicos coordenativos ( passe, drible, arremesso, fundamento individual de defesa e controle de corpo), fatores  tático-cognitivos (leitura de jogo, tática individual, capacidade de dirigir o jogo e capacidade de organizar sistema de jogo defensivo e ofensivo) e fatores psicológicos (auto-confiança, auto-controle, criatividade, liderança, motivação, combatividade, espírito de grupo, capacidade de concentração e sociabilidade) para determinar em que posição cada jogador se encaixava melhor.

Por fim é possível concluir que para realizar a seleção desses jovens atletas, é preciso que a avaliação seja feita por técnicos capacitados, pois para isso eles devem ser portados de grandes conhecimentos específicos, tanto técnicos e táticos, como características que devem possuir futuros jogadores profissionais de basquetebol, isso porque os técnicos tendem a escolher os jogadores de acordo com a tarefa que ele realizará em jogo e se ele não estiver apto a realizar as escolhas, poderá fazê-las de maneira incorreta.

Aluno: Mayara Xavier Mendes

Situações causadoras de stress no basquetebol de alto rendimento: fatores extracompetitivos.

Stressful situations in high level basketball: extra competitive factors

Autores: Dante De Rose Jr.

Sílvia Deschamps

Paula Korsakas

Rev. Bras. Ciên. e Mov.                Brasília v. 9 n. 1 p.25-30 janeiro 2001

Com o objetivo de identificar quais são as situações, que estão indiretamente relacionadas ao processo competitivo, consideradas como causadoras de stress, pesquisadores decidiram categorizá-las em fontes e fatores específicos, de acordo com as suas características para um estudo mais detalhado.

Fizeram parte deste estudo 19 atletas de basquetebol, sendo 10 homens e 9 mulheres, com idades entre 23 e 38 anos. Todos com participação em competições internacionais. Os atletas foram entrevistados em um tempo médio de 45 minutos. Para tornar mais fácil a análise tudo foi registrado em vídeo e as entrevistas analisadas pelos autores que identificaram 126 situações causadoras de stress, sendo 12 ligadas a aspectos extracompetitivos.

Divididas em dois fatores gerais, as situações relacionadas com as ocorrências cotidianas, foram denominadas Fatores Gerais Pessoais, e com a inserção e participação do atleta em seu meio social, foram denominadas Fatores Gerais Sociais.

Nas situações, fontes e fatores específicos relacionados aos Fatores Extracompetitivos Pessoais, o stress está relacionado ao fator “relacionamentos”, que são as brigas, doenças ou morte de familiares, o tempo distante de sua casa, discussões com amigos (as) e namorado (a) e o relacionamento amoroso, problemas financeiros e escolares também entram nessa lista de stress, fazendo parte do fator “Gerais”, e vale destacar as questões familiares e relacionamentos amorosos.

Nas situações, fontes e fatores específicos relacionados aos Fatores Extracompetitivos Sociais, o stress está relacionado a amizade, a vida social e as vontades de sair e não poder.

Das 12 situações de stress, que podem interferir no desempenho do atleta de basquetebol, os pesquisadores deram destaque para o fator “relacionamento”, que segundo a pesquisa, foi o mais citado pelos atletas. Todas fazem muita diferença no âmbito esportivo e também na vida de cidadãos comuns, podendo afetar muito no rendimento dessas pessoas.

Muitos pensam e exigem que os atletas não só do basquete, mas do futebol, vôlei, handebol, enfim, de todas as modalidades, tenham sempre um alto rendimento e querem que eles se esforcem cada vez mais, por um lado é certo exigir isso, mas, as pessoas nunca levam em consideração as situações de stress que sofrem. Esta pesquisa serviu para mostrar justamente que o stress interfere, e psicologicamente isso influencia na baixa do rendimento esportivo.

Aluno: Guilherme Henrique Rocha

Pedagogia do Esporte: Considerações Pedagógicas e Metodológicas no Processo de Ensino-Aprendizagem do Basquetebol.

Nome do autor: FERREIRA, H.B; GALATTI, L.R.; PAES, R.R.

Nome da Revista e ano de publicação:

Revista Conexões, v. 5, n. 2, 2007. 32

Objetivo do artigo:

Mostrar que o processo de iniciação esportiva, o esporte profissional tem acarretado uma série de conseqüências positivas para o aluno iniciante, servindo como entretenimento e como incentivo e espelho para a prática, propondo uma reflexão para o processo de ensino aprendizagem do basquetebol, revendo seus objetivos, suas prioridades e mantendo o foco em quem joga e não no jogo.

Discutir os métodos e o jogo enquanto um importante recurso pedagógico aproximando das aulas de iniciação em basquetebol, apresentando seus fundamentos e explorando suas diferentes formas de aplicação, assim como práticas que levem a compreensão da lógica técnico-tática do jogo, a fim de orientar o técnico-professor e não de determinar sua prática.

Metodologia da pesquisa:

-Possibilidades da iniciação esportiva, a serem otimizadas  pelo pedagogo do esporte:

Estimular o interesse pelo esporte, ampliar o repertório motor, compreender a lógica de jogos de equipe,  otimizar  a compreensão técnico-tática no contexto do jogo, favorecer a tomada de decisão,auto estima e autoconfiança, propiciar ambiente propício para relações interpessoais ,contribuir na construção de princípios e valores , estabelecer metáforas com a vida.

Uma vez estabelecidos os princípios, os propósitos e possibilidades de intervenção na iniciação ao basquetebol , dedicamo-nos a refletir sobre questões metodológicas.

Os princípios são:

O analítico-sintético oferecendo tarefas motoras, exercícios e previsibilidade.

E o global funcional com problemas motores,jogos e imprevisibilidade.

Conclusão:

A pedagogia do esporte constitui-se em um amplo campo de trabalho e pesquisa para os profissionais de educação física e, mais que isso um desafio diante das múltiplas possibilidades de direcionamento possíveis nessa prática e tendo como estímulo à prática do esporte de forma motivante e mais prolongada o modelo do esporte profissional que se destaca como um espelho para os praticantes.

Assim , em detrimento da reprodução dos objetivos do esporte profissional no esporte iniciante, a proposta e estruturar-se em promover, mesmo que dentro de uma modalidade esportiva específica, uma diversifica vivência motora, a experimentação  de variadas técnicas, o entendimento e criatividade na apresentação das táticas , o respeito às fases sensíveis para o estímulo das diversas capacidades físicas, e abordarmos o basquetebol, modalidade esportiva que, pedagogicamente, consideramos ser o mais apropriado tratarmos como um jogo, portanto passível de modificações e adaptações em suas regras e condutas.

Logo, faz-se necessário que o técnico-professor tenha clara essa possibilidade através do esporte, contribuindo para que tais valores se façam reais na iniciação esportiva, não apenas na teoria sobre pedagogia, mas no cotidiano das aulas de basquetebol, considerando suas tarefas, problemas, exercícios,jogos, competições e especialmente, quem joga.

Aluno: Danilo Souza Batista

Perfil técnico de jogadores brasileiros de basquetebol: relação entre os indicadores de jogo e posições específicas

Dante de ROSE JUNIOR

Alessandra Cristina TAVARES

Vivian GITTT

Rev. bras.Edve.Fis.Esp; São  Paulo, v.18,n4,p377-84,out./dez.2004.377

De acordo com o referido artigo, fica claro que o objetivo do mesmo foi estabelecer o perfil de jogadores brasileiro de basquetebol, no qual se analisa os indicadores do jogo, posição especifica de cada um, vê se as diferenças são significativas, e se as mesmas têm o mesmo aproveitamento.

O estudo foi realizado com base nos dados dos campeonatos Paulista e Brasileiro, masculino adulto de basquetebol, realizados nos anos 2001, 2002e2003. Onde foram utilizados os dados oficiais da Federação Brasileira de Basquetebol, disponíveis ne sites, o total de jogos analisados foram de 1460. Para fazer parte da amostra os atletas deveriam atender os seguintes requisitos, serem brasileiros terem participado pelo menos duas versões de um e/oi dois campeonatos, terem participado pelo menos50% dos jogos de sua equipe e terem jogado no mínimo 20 minutos por jogo.Os jogadores foram divididos em categorias de acordo com sua posição especifica,foram selecionados 112 atletas,sendo 20 armadores 43 laterais e 49 pivôs.Os dados foram analisados atrevas do passe “SPSS-12” para “Windows profissional”.Foram registrados 365 observações (media =4,5), 132 dos laterais(media=3,1)e 143 dos pivôs (media=2,9).

Em relação às observações, percebe-se que os armadores foram os jogadores que atuaram por mais tempo, onde os mesmos tiveram uma atuação mais constante. Mostra também uma tendência das equipes terem, nessa posição, jogadores que dificilmente serem substituídos por outro com características diferentes. Nas outras duas posições é mais comum a troca de posições. A analise de variância feita para comparar as media dos indicadores de jogo para cada posição especifica mostrou que houve diferença estatisticamente significativas em todos os indicadores de jogo,exceto em tentativas de lances livres.Ao analisarem cada indicador e através de testes verificou-se, os pivôs tiveram o menor tempo de jogo,os armadores e laterais não diferem estatisticamente neste indicador de jogo,onde os armadores tiveram a maior media de tempo jogado mas tiveram os piores resultados nos arremessos de dois pontos.Os pivôs tiveram o menor numero de tentativas e acertos nos arremessos de três pontos, os piores resultados em

Acertos de lances-livres, e os mesmos tiveram a melhor porcentagem de aproveitamento global. Os laterais foram os melhores em media de ponto convertidos.

Ao analisar o estudo percebe-se que um determinado jogo depende das funções de cada jogador, onde há uma relação direta dos indicadores do jogo com as funções especificas que cada jogador durante um jogo, dependendo de sua posição. Quando  se fala na função dos armadores nota-se que são fundamentais para o controle e organização de uma jogada ,pois são a parte estratégica do jogo,dando assistência aos pivôs e laterais  e sendo fundamentais para recuperação de bola,justifica-se pelo fato de  alem de ter maior contado com a bola,o armador ocupa uma posição que lhe permita ter melhor visão do jogo e decidir de forma mais adequada a seleção de seus passes.

Os indicadores de jogo relacionados com a recuperação de bola após ataque não convertidos são quase que exclusivamente relacionados aos pivôs, onde estão sempre posicionados de maneira a facilitar a obtenção de rebotes, utilizando muito das suas qualidades físicas e técnicas onde são os jogadores mais altos da equipe. cabe ressaltar que o mesmo tem melhor aproveitamento de arremessos de dois pontos e isto de deve ao fato de jogarem ofensivamente muito próximo a cesta, possibilitando arremesso mais precisos e, portanto com maior percentual de acerto.

Os armadores e os laterais têm maior volume de arremesso de três pontos, enquanto que os laterais e os pivôs têm praticamente o mesmo volume de arremessos de dois pontos. Enfim a uma grande diversidade de funções dos jogadores, fator essencial no basquetebol, onde cada um tem uma característica.

Aluno: Viviamara Lopes Moura

A capacidade de decisão do jovem jogador de basquete: um estudo com escolares em Florianópolis

Autores : Valmor Ramos

Andresa Mara de Castro Santos

Os desportos atuais são atividades derivadas dos jogos de bola que fazem parte do patrimônio cultural das civilizações mais antigas com o passar dos tempos esses jogos foram se alterando e hoje em apresentam elementos comuns em sua estrutura. A bola, terreno de jogo demarcado, um alvo a atacar ou defender, parceiros, adversários e um conjunto de regras permite que determinados jogos sejam classificados de jogos coletivos. E o basquetebol onde duas equipes se defrontam em um espaço comum, estabelecendo uma relação de cooperação entre os companheiros da mesma equipe e de oposição entre as equipes adversárias simultânea de todos os jogadores sobre o elemento bola, pode ser caracterizado como desporto coletivo. Com o objetivo de analisar as soluções mentais e ações motoras realizadas por crianças de 10 a 12 anos de idade, na categoria iniciantes no jogo de basquetebol de cidade de Florianópolis no ano de 2005. Através de observação indireta a revista Acta do Movimento Humano foi analisada as condutas de tomada de decisão e de execução de 27 jovens do sexo masculino, num total de 663 situações. Analisando algumas das qualidades que levam o jogador a obter o melhor rendimento no jogo de basquetebol dentre as quais se destaca a percepção correta pelo jogador das diversas situações que se apresentam no jogo, a rapidez da tomada de decisões motoras, colocando em evidencia a necessidade do ensino conjunto da técnica e tática no processo de preparação desportiva. Os resultados da analise mostram que jogadores com menor tempo de experiência de pratica em desportos levam maior tempo para decidir sobre uma situação em jogo, que jogadores em posições diferentes no jogo apresentam diferenças no tempo e na qualidade de escolha da solução adequada e que a exposição de jogador a situações problema favorece o desenvolvimento de pensamento estratégico mais elaborado. Estas conclusões induzem a um redirecionamento do processo de ensino dos jogos desportivos como foi afirmado anteriormente. Assim, o professor, ao ensinar o gesto desportivo aos alunos necessita promover um ambiente de aprendizagem que lhes permita compreender o significado das suas ações. Podem-se acrescentar limitações e professores e treinadores na aquisição de equipamentos com tecnologia para avaliar tais requisitos. O numero de instrumentos não é significativo e o custo para a sua aquisição é elevado. Os objetivos específicos destas pesquisas referem-se a identificação das decisões táticas e execuções motoras realizadas pelos jovens jogadores de basquetebol durante um contexto de jogo, e a classificação das decisões e execuções realizadas pelos jovens.

ALUNO: Luiz Machado Neto

As respostas fisiológicas em pré-adolescentes durante o jogo de basquetebol

R. bras. Ci. e Mov. Brasília v. 11 n. 3 p. 21-26

jul./set. 2003.

Prof. Ms. José Carlos de Britto Vidal Filho, Prof. Dr. José Bianco Herrera, Prof. Dr. Martim Bottaro.

Objetivo deste artigo foi investigação das respostas fisiológicas de pré-adolescentes durante o jogo de basquetebol. O presente estudo foi realizado com alunos do Clube Social Unidade de Vizinhança na cidade de Brasília. A amostra foi escolhida por conveniência, sendo composta por oito participantes, na faixa etária entre 10 e 12 anos. Foram definidos os seguintes critérios de exclusão para participação no estudo: menos de dois anos de treinamento; menos que 75% de assiduidade no treinamento nos últimos três meses; percentual de gordura acima de 25%; fora dos estágios 1 e 2 de maturação.  Solicitaram-se uma autorização dos atletas e dos responsáveis, para participação no estudo, que foi feita por meio de um termo de consentimento livre e esclarecido entregue antes do início da pesquisa. Os dados foram coletados utilizando-se balança Eletrônica/digital com precisão 100 g modelo Personal Line e a estatura foi medida por meio de um estadiômetro. O percentual de gordura foi calculado pela equação de Lohman (16). Foi utilizada a metodologia em que são descritos cinco estágios de desenvolvimento da genitália e da pilosidade pubiana para os meninos, sendo que por uma inspeção visual, as características sexuais secundárias do avaliado são classificadas em índices de 1 a 5 por comparação a um padrão fotográfico. Um teste de esforço máximo em esteira rolante. A freqüência cardíaca dos atletas foi medida por meio de freqüencímetros. Os intervalos definidos para medição da FC foram de 5 segundos. Para análise dos dados foi utilizada a estatística descritiva e a distribuição de freqüências. A média da FC encontrada no LA foi de 192bpm, este resultado foi que a FC do limiar anaeróbico em pessoas adultas entre 20 e 30 anos está na faixa de 177bpm e, em crianças, fica em torno de 190bpm. Uma maior FC encontrada no LA em crianças está diretamente relacionada com o percentual do VO2máx no qual o LA é atingido pelas crianças, isto é , quanto maior for este percentual maior será a FC no LA. O maior percentual do VO2máx no LA está relacionado a uma menor capacidade glicolítica nas crianças.  No treinamento e de competição no basquetebol, encontrou um valor médio da FC de 159bpm. Infere-se que esta diferença pode estar relacionada a aspectos metodológicos, como a faixa etária mais nova dos sujeitos, tempo de treinamento e forma de aferimento da freqüência cardíaca. Assim, isso deve ser levado em consideração na elaboração de estratégias de treinamento, principalmente na determinação de cargas de trabalho e de descanso, para que não ocorra uma supra solicitação do organismo nestas faixas etárias.

Aluna: Tacimara Cristina dos Reis

O jogo como fonte de stress no basquetebol infanto-juvenil

Autor: D. De Rose Jr.

S.R. Deschamps

P. Korsakas

Revista Portuguesa de Ciências do Desporto, 2001

O basquetebol pode ser considerado um esporte complexo, que envolve um processo dinâmico e continuo de situações especificas. Aspectos psicológicos envolvidos na pratica de qualquer esporte competitivo, são decisivos na determinação do desempenho dos atletas e, até mesmo, na definição dos resultados dos jogos. Lidar com as situações provocadoras de stress e manter os níveis adequados de ansiedade são fundamentais para a manutenção de um estado aceitável que permita ao atleta, além de desempenhar em níveis apropriados, tomar decisões em diferentes momentos do jogo. O jogo de basquetebol está estruturado com base com base em três aspectos seqüenciais e interdependentes: fundamentos, situações onde ocorre a combinação desses fundamentos e aspectos táticos de defesa e ataque. A boa execução desses componentes estruturais depende basicamente das capacidades físicas, coordenativas e perceptuais alem das habilidades motoras e cognitivas. O basquetebol exige também três fatores básicos para a sua pratica: concentração, controle e confiança. A literatura especializada não apresenta um número muito expressivo de estudos relacionando basquetebol e situações de stress competitivo, dificultando a analise desse fenômeno. Algumas situações como situações externas à competição, comportamento dos atletas, situações especificas de jogo, reações e expectativas são citadas em alguns estudos sobre o stress e o desempenho no jogo de basquetebol, fadiga, falta de condicionamento físico, erros técnicos, ser excluído do jogo com cinco faltas, ser substituído por deficiência técnica, excesso de treinamento, incompatibilidade com o técnico e companheiros de equipe e arbitragem também aparecem nesses estudos. Para este estudo participaram 136 jogadores de basquetebol (75 rapazes e 61 moças) com idade variando entre 15 e 19 anos, todos atletas dos clubes filiados à Federação Paulista de Basketeball, disputando regularmente campeonatos organizados pena entidade. Um grupo considerado bastante experiente. Para este estudo foi criado um formulário para identificação de situações causadoras de stress no basquetebol de categorias menores, foi chamado de Formulário para Identificação de Situações de Stress no Basquetebol (FISSB).  O formulário foi dividido em quatro partes: 1- ficha de identificação do atleta; 2- questões sobre os fatores extras competitivos; 3- questões sobre fatores competitivos e 4- questões abertas sobre níveis de expectativa, objetivos e motivos que levaram os atletas à prática do basquetebol. O FISSB foi administrado aos atletas após contato com os técnicos responsáveis e sua autorização para a realização do estudo. De acordo com a opinião dos atletas, as situações de jogo que mais causam stress estão relacionadas a fontes como arbitragem, técnico, competência, dificuldade do jogo e companheiros de equipe, em ambos sexos. Todos os resultados obtidos a partir desse estudo servem como subsidio para que técnicos e atletas entendam melhor o processo competitivo, sob o ponto de vista do stress causado por ele, e possam trabalhar para diminuir seu impacto sobre o desempenho dos atletas, melhorando seu resultado final e, conseqüentemente, o da sua equipe.

Aluno: Ana Carolina de Oliveira Cachoeira

Estudo comparativo das ações ofensivas desenvolvidas em situações de jogo formal e de jogo reduzido numa equipe de basquetebol de iniciados

Autores: Fernando Tavares

Antônio Veleirinho

Revista: Movimento

Ano: 1999

O artigo “Estudo comparativo das ações ofensivas desenvolvidas em situações de jogo formal e de jogo reduzido numa equipe de basquetebol de iniciados” publicado pela revista Movimento, em 1999, tinha como objetivo descrever e comparar a freqüência e a qualidade das intervenções nas situações de finalização, a partir das ações táticas individuais e de grupo, em dois momentos distintos: Jogo Formal (JF) e Jogo Reduzido (JR) então foram feito partidas dos dois tipos de jogos. Participaram da pesquisa do artigo 12 jogadoras principiantes (um ano de prática) de basquetebol feminino, com idade compreendida entre os 10 e 12 anos. Para recolher as imagens foi utilizada uma câmera de vídeo Sony Hi8 PRO-CCD-V6000E, posicionada em plano superior e com abertura de modo a permitir o enquadramento de todas as jogadoras em quadra durante o jogo. Analisando a freqüência da finalização no Jogo Formal e no Jogo Reduzido comparando os resultados obtidos no JR aos do JF, foi verificado que o JR tem uma taxa de aproveitamento nas situações ofensivas ligeiramente superiores (48,2% vs. 46%), obtendo uma melhor percentagem de acerto nas finalizações (29,5% VS. 22,1%) e coeficiente de eficácia ofensiva (0,14 vs.0,10) apesar das diferenças serem poucas, numa analise aprofundada, verifica-se que as jogadoras passam a finalizar com maior êxito no JR. Analisando a origem às conseqüências das situações ofensivas, em relação ao contra- ataque do jogo formal a situação Intercepção bola na defesa seguida do ressalto defensivo originam uma maior número de finalizações 9 (nfe= 24 e 23), mas a intercepção bola no ataque que tem uma melhor percentagem e acerto (50%). Em relação ao ataque de posição no jogo formal e no jogo reduzido na analise da origem das situações de jogo que têm como conseqüência as finalizações, foi verificado o elevado valor de JR em comparação com JF (301 vs. 85), na intercepção de bola foi a que ocorreu mais vezes na JR (77 vs. 14). Na análise e comparação das estruturas táticas ofensivas no jogo formal e no jogo reduzido, em relação ao ataque de posição no jogo formal e no reduzido no existe um numero elevado de finalizações efetuadas 339 e 98 convertidas enquanto o JF tem 105 efetuadas e 15 convertidas no que se refere às ações tática individual em situação de 1×1 AP, os resultados de JF e JR são semelhantes (86,7 % vs. 81%), mas à um maior numero de acertos em JR( 26,4% vs. 14,5%) no 2×2 o nível de acertos foi de (58,3 % vs. 30%) com JR levando a melhor novamente, em relação ao contra ataque no jogo formal   com igualdade numérica de 1×1 houve 36,9 % ocorrência de finalizações seguidas, agora sem oposição 34,8% e nas finalizações em superioridade numérica 28,3%. De acordo com esses resultados o Jogo Reduzido, possibilita uma maior participação do jogador, uma menor probabilidade para a ocorrência de atitudes passivas, uma elevada freqüência de contatos com a bola e um maior sucesso na finalização das ações ofensivas. Assim, pode-se concluir que se considerar que no processo de ensino basquetebol é defensável a constituição de unidades temáticas do ensino do jogo que tenham por referencia o jogo reduzido.

Aluno: Everton Felipe Miranda Fernandes

Pedagogia do Esporte e Jogos Esportivos Coletivos: das Teoria Gerais para a Iniciação Esportiva em Basquetebol

Revista Movimento e Percepção

Autores: Diego Leandro Lovatto,
Larissa Rafaela Galatti

O artigo “Pedagogia do Esporte e Jogos Esportivos Coletivos: das Teoria Gerais para a Iniciação Esportiva em Basquetebol foi publicado dia onze de julho do ano dois mil e sete, pela revista Movimento e Percepção, Espírito Santo do Pinhal, São Paulo. Tendo como principal objetivo o estudo da iniciação esportiva em jogos esportivos coletivos com ênfase na modalidade basquetebol. Uma possibilidade de utilizar diversos esportes coletivos no processo de ensino e aprendizagem de uma modalidade especifica.

O Jogo Desportivo Coletivo representa uma forma de atividade social, organizada, uma forma especifica de manifestação e de prática, com caráter lúdico e processual, do exercício físico, na qual os jogadores estão agrupados em duas equipes numa relação de adversidade típica não hostil.

Os JECs contribui para o desenvolvimento humano principalmente com relação a cooperação e inteligência. Desenvolve também um espírito coletivo.

Quanto à cooperação é essencial entre os jogadores de uma mesma equipe para conseguir chegar ao objetivo que é a conquista da vitória. A cooperação surge quando uma ação é melhor realizada por um grupo que por uma única pessoa.

Em relação à inteligência é uma capacidade de interpretar e operar adequadamente aos diversos problemas e situações que ocorrem durante o jogo. O Basquetebol constitui um ambiente ótimo para o desenvolvimento da inteligência porque a cada jogada tem inúmeras possibilidades de respostas.

Segundo Gréhaime e Guillon no aspecto estrutural apontam que o problema fundamental dos JECs está na situação de oposição, que deve coordenar as ações com finalidade de recuperar, conservar e fazer progredir a bola, tendo como objetivo criar situações de finalizações e marcar gol ou ponto. Partindo desse entendimento, existem três categorias de subproblemas que poderão ser resolvidos pelos alunos e praticantes dos JECs  que são: no plano espacial e temporal, no plano da informação e no plano da organização.

O plano Espacial-temporal é tratado em dois momentos: 1 no ataque- os alunos poderão ter problemas na utilização e no manuseio com a bola, assim como nas movimentações ofensivas sem bola, tanto individual e coletivamente na tentativa de superar e passar pelos obstáculos durante o jogo. 2 na defesa- os alunos poderão ter problemas para elaborar e construir obstáculos para equipe adversária, com o objetivo de recuperar a posse de bola e dificultar o movimento da bola e dos adversários.

Quanto ao plano da informação, os alunos e praticantes dos JDC poderão enfrentar problemas que estão ligadas à construção de incertezas e duvidas para o adversário e também, de certeza e confiança para a equipe e seus companheiros, irão aumentar as incertezas do adversário à quantidade de alternativas propostas pelos companheiros do jogador que esta com a posse de bola.

E é no plano da organização que os praticantes e alunos dos JECs poderão ter problemas na transição individual para a transição coletiva, isto é, integrando a transição coletiva para a individual.

Para ensinar os JECs, deve ter o mínimo de conhecimento sobre a modalidade que pretende trabalhar, deve também identificar os principais problemas e os erros mais comuns dos alunos e ensinar corretamente para que haja uma evolução dos alunos, tendo assim acesso a um bom jogo

Temos como resultado desse estudo uma contribuição para a prática pedagógica com os JECs uma prática diversificada que estimula a formação de jogadores inteligentes, que vão além da reprodução de gestos, capazes de interagir com os colegas por meio de atitudes cooperativas buscando resolver os problemas do jogo, respeitando as características dos JECs e, especialmente, de quem os joga.

A partir do que foi mencionado podemos perceber que o ensino de uma das modalidades contribui para a aprendizagem das demais. Ocorre a transferência de conhecimento de um jogo para os outros. Além de proporcionar uma prática pedagógica diversificada aos alunos.

Aluna: Kelle Bárbara Leão.

A velocidade de deslocamento no basquetebol.

Revista Brasileira da Ciência Esportiva, Janeiro de 2003.

AUTORES:

Alexandre Moreira

Marcel de Souza

Dr. Paulo Roberto de Oliveira

OBJETIVO DO ARTIGO:

Procurou-se identificar quais os fatores determinantes da velocidade de deslocamento do basquetebolista, através da correlação de exercícios de controle (teste) de velocidade, força rápida, força explosiva.

METODOLOGIA:

Participaram do estudo oito atletas do Esporte Clube Pinheiros, participantes do campeonato paulista da divisão principal (A1), com a idade variando entre 19 e 30 anos, peso corporal entre 78 e 124 kg, entre 171 e 211 cm.

Os procedimentos utilizados foram os seguintes exercícios de controle:

Salto Horizontal Parado (SHP): atletas em pé, pés ligeiramente afastados e paralelos, ponta dos pés logo atrás da linha. O salto foi realizado foi realizado lançando os braços para frente, estendendo o quadril, joelhos e tornozelos; por conseqüência do balanceio permitido, o atleta utiliza-se da energia elástica acumulada após a rápida extensão mecânica dos músculos extensores seguida do movimento descrito acima com o objetivo de alcançar a máxima projeção horizontal.

Salto Triplo na mesma perna saindo parado (STP): atleta posicionado em afastamento em antero-posterior, joelhos levemente flexionados, atrás da linha de saída.  Após o primeiro impulso, o atleta tocou o solo pela primeira vez, onde foi considerado o primeiro salto: realizou-se então a repulsão com uma passagem brusca e rápida extensão do amortecimento pra a superação. O atleta foi orientado no sentido de evitar as paralisações entre um salto e outro, buscando a máxima projeção horizontal. A distância do salto foi medida a partir da ponta do pé da frente (posição inicial) até o calcanhar mais próximo da linha de saída ao finalizar o terceiro salto. Foram medidas tanto pulando com a perna esquerda quanto a direita.

30 metros (C30): Atleta posicionado em pé atrás da linha de saída: utilizou-se dos seguintes comandos: “Atenção, já”. O avaliador permaneceu na linha de chegada com o braço direito levantado e o cronômetro na mão. Simultaneamente ao comando “já”, abaixava-se o braço e disparava o cronômetro. As linhas de saída e de chegada eram demarcadas por cones.

Corrida cíclica-acíclica –teste T- 40 metros (C40): Atleta posicionado em pé atrás da linha de saída-chegada, com a utilização do mesmo comando do exercício anterior (30 metros). O atleta correu uma linha reta, percorrendo uma distância de 10 metros até uma linha demarcada com um cone. Ao pisar nessa linha, o atleta mudou a direção para a esquerda sem cruzar as pernas (parada brusca, seguida de mudança de direção); percorreu então uma distância de 5 metros até uma nova linha também demarcada com um cone. Ao pisar nessa linha, o atleta retornou na direção anterior, porém se dirigiu a outro extremo do T, percorrendo dessa maneira mais 10 metros (5 metros até o cone do centro, mais 5 metros do cone da esquerda). Ao pisar nessa linha (da esquerda), o atleta retornou  até o cone do centro, percorrendo uma distância de 5 metros, e então se dirigiu até a linha da saída-chegada, totalizando 40 metros com 4 paradas bruscas, seguidas de rápidas e explosivas mudanças de direção.

Todos os testes foram realizados na quadra de basquetebol.

PRINCIPAIS RESULTADOS:

Embora a direção dos coeficientes de correlação simples entre os exercícios de controle evidencia uma influência bastante substancial das manifestações de força explosiva (SHP) e força rápida (STP), na velocidade de deslocamento cíclica (C30), e cíclica-acíclica (C40) dos basquetebolistas avaliados nesse estudo, caracterizando dessa forma a importância de se controlar essas variáveis no processo de treinamento, recorreu-se aos procedimentos de análise de regressão múltipla “stepwise”, na tentativa de se verificar a contribuição das variáveis preditoras (C30, SHP e STP) no resultado do exercício de controle C40, considerando, neste estudo, como o de maior similaridade com os exercícios fundamentais, no que tange às características dinâmicas de regime alternado de velocidade, regime este predominante na modalidade em questão.

Quanto aos parâmetros de regressão encontrados a partir da associação entre os resultados dos exercícios de controle C40 e as variáveis independentes (C30, STP e SHP), verificou-se, quanto à magnitude da capacidade de explicação das variáveis independentes disponíveis, uma contribuição significativa do salto triplo saindo parado (STP) e da velocidade de deslocamento cíclica (C30), respondendo por 97% da variação explicada pelo modelo de regressão no grupo avaliado. De um total de variação explicativa de 97%, uma considerável quantidade, 90%, é atribuída às informações relacionadas à força rápida (STP).

CONCLUSÃO:

Os resultados do presente estudo surgem uma influência substancial da força explosiva e força rápida na velocidade de deslocamento dos basquetebolistas avaliados, evidencia pela alta correlação e significativa estaticamente entre todos os exercícios de controle utilizados no estudo.

Aluno: Andre Ribeiro Silveira

Efeito da imagética associado á música na melhora do arremesso de lance livre no Basquetebol: comparativo entre dois grupos etários

Nome dos autores: Marcos Wellington Sales DE Almeida

Mauricio Rocha Calomeni

Nilo Terra Áreas Neto

Karla Virginia Bezerra de Castro

Vernon Furtado da Silva

Nome da revista: Fitness Performance

O artigo efeitos da imagética associado á musica na melhora do arremesso de lance livre no basquetebol: comparativo entre dois grupos etários publicado em novembro-dezembro de 2008 tem como objetivo mostrar um estudo feito com jogadores de basquetebol amadores, onde foi verificado como tais jogadores se sairiam de um treinamento feito da imagética associado á musica, em faixa estaria diferentes, em melhorar seus arremessos em lances livre no basquetebol.

Utilizando 12 indivíduos do gênero masculino para amostra de estudo, esses por sua vez divididos em dois grupos, sendo um de faixa etária entre 13 a 15 anos e outro entre 18 a 31 anos, todos praticantes de basquete competitivo, passaram por treinamentos onde todos tinham que fazer arremessos de lance livre, depois foi feito o mesmo treinamento, mas agora se utilizando apenas da imagética, como diferencial um MP3 player, onde musicas eram escolhidas para serem escutadas durante os treinos. As escolhas dessas eram feitas por cada participante, utilizando como motivo de preferência, ou de gosto. Feito as escolhas cada um teria que escutar tais musicas durante o treinamento da imagética.

Os atletas que participaram foram todos voluntários. Apenas alguns requisitos foram cobrados como qualquer distúrbio visual, auditivo, físico e mental e ter uma vivência no esporte acima dos dois anos.

Como procedimento ocorreu uma série de 10 arremessos de lance livre, depois submetidos à excitação auditiva e relacionamento com a imagética, apenas relaxavam com os olhos fechados, tentando chegar o mais próximo da realidade corrigindo detalhes técnicos.

Como resultados obtidos mostraram que o primeiro grupo de faixa etária entre 13 a 15 anos não tiveram respostas relevantes, mas ocorreu uma melhora. O segundo grupo também não teve uma grande melhora, apresentou um crescimento maior que o primeiro em eficiência.

Contudo, apesar de um crescimento pequeno foi mostrado que o trabalho de aprendizagem utilizando a musica como instrumento a ajudar na memorização e na atividade motora, podendo ser proveitosa em atletas amadores, e eficaz em profissionais.

Também ocorreu que atletas que possuíam uma maior vivência com o esporte, ou seja, o segundo grupo mostrou um melhor resultado.

Todo esse processo pode ser utilizado para pessoas que convivem no meio do basquetebol, como atletas amadores, profissionais, mostrando que pode ser eficiente, mas também se mostra pouco ou não eficaz em pessoas que nunca jogaram basquetebol. Contudo para uma pratica de ensino com crianças em uma escola que não tem o material possível, ou nunca teve atividades relacionadas com o esporte, essa pesquisa, esse trabalho não funcionaria,é um trabalho direcionado para trabalhos com pessoas que são consideradas praticantes de basquetebol.

Aluno: Júlio César Viana Lourival

Uma outra metodologia de ensino do basquete é possível?

Renata Linhares

Revista Especial de Educação Física-Edição Digital V.3, N.1, Novembro 2006.

O artigo teve a perspectiva de construção de uma proposta teórico-metodológica para o ensino do basquete como um elemento da cultura corporal. Nesse relato de experiência, a intenção é colaborar com as reflexões e propostas pedagógicas progressistas que foram produzidas na Educação Física a partir da década de 1980, dialogando com as mesmas, a fim de produzir propostas de intervenção inovadoras. Foi realizado um relato de uma proposta de aula de basquete em uma escola pública de Goiânia, a Escola Municipal Honestino Monteiro Guimarães, com turmas de ciclo II, alunos de 09 a 11 anos, no ano de 2005; que primasse por favorecer reflexões sobre as dimensões: históricas, de origem, técnicas e táticas, fundamentos e regras do basquete, bem como reflexões sobre o esporte espetáculo, sua relação com a mídia e os possíveis mitos e preconceitos. Algumas questões propostas no planejamento não puderam ser viabilizadas, umas por falta de tempo, outras pela ausência de condições que não dependiam dos sujeitos de ação educativa, outras ainda por reconhecimento de que o conhecimento não se esgota no ciclo II. A relação histórica do basquete com a cultura goiana é uma das temáticas que não foram abordadas, mas que merecem estudos futuros. Destacou-se com e experiência que o basquete deixou de ser um conteúdo pouco conhecido da Educação Física escolar e dos alunos para disputar espaço com o futebol nos recreios passando a ser vivenciado e a ser alvo da curiosidade questionadora das crianças quando elas se defrontam com as informações televisivas sobre o mesmo. Constituiu-se, segundo relato, em um momento de alegria e descontração quando a realização da aula que objetivava apenas que os alunos enterrassem a bola na cesta, os mesmos agora puderam durante o processo de ensino-aprendizagem se aprimorar do conhecimento (Basquete) vivenciando concretamente a reconstrução da sua historicidade, desmistificando a pretensa origem natural das suas regras, técnicas, e táticas. Assim, portanto é possível outra metodologia de ensino do Basquete. A Educação Física pode e deve desempenhar outras funções que não sejam aquelas ligadas ao melhoramento da aptidão física e/ou a preparação esportiva. O esporte não é e nem deve ser tratado como o único conteúdo de Educação Física escolar. É necessário que construamos uma proposta alternativa de ensino do esporte na escola, conhecendo assim a história e teoria antes da prática em si.

Aluno: Kerly Crisley Duarte da Silva


Intensidade de Esforço em Atletas de Basquetebol, Segundo Ações de Defesa e Ataque: estudo apartir de equipe infanto-juvenil docampeonatopaulista de 1996

Autores: João Paulo Borin Aguinaldo Gonçalves, Carlos Roberto Padovani e Flávio Ferrari Aragon

Este artigo foi publicado pela revista Treinamento Desportivo no ano de xxx. O artigo teve como bjetivo verificar a intensidade do esforço em que atletas do infanto-juvenil. foram exigidos no decorrer de uma partida de basquetebol e também conhecer o comportamento da frequência cardíaca (fc) durante as fases de ataque e defesa ocorridas durante as partidas do campeonato paulista no turno da fase declassificaçao.

Para a realização da pesquisa, foram analizados 12 atletas do sexo masculino da equipe do 22 de Agosto/Fundaesport de Araraguara do interior de São Paulo, que participaram do campeonato paulista no ano de 1996. Pela equipe de 22 de Agosto. foram realizadas 5 partidas em que os atletas foram avaliados. Utilizou-se de um equipamento para medir a Frequência Cardíaca,o Polar Sport Testerã onde todos os atletas da equipe mensionada foram avaliados durante as partidas. Adaptou-se a unidade transmissora do aparelho no tóraxi e a receptora na região abdominal. Em relação aos gastos desportivos, Ferreira, De Rose Júnior (1987), seguiu: Saída Rápida, Parada Brusca, Drible Baixo, Drible Alto, Drible em Velocidade com Mudança de Direção, Bandeja, Jump, Lance Livre, Rebote Defesa e Rebote  Ataque. Montou-se banco de dados em programa computacional para análise inferencial empregou-se SAEG. Todas as discursões foram realizadas no nível de 5% de significância.

Depois da análise, os resultados encontradosforamos seguintes: (Resultados por posição no seu valor máximo e mínimo de Freqência Cardíaca) No Valor mínimo tivemos o armador com 146,0, o ala com 125,0 e o pivô com 97,0 já no valor máximo tivemos o armador com 198,0, o ala com 205,0 e o pivô com 212,0 de freqüência cardíaca.

Nas ações de Defesa e Ataque tivemos oseguinte: o armador na defesa com valor mínimo de 146,0 e no ataque com 107,0 já no máximo com 198,0 na defesa e 209,0 no ataque. O ala teve na defesa com valor mínimo de 125,0 e no ataque o valor de 124,0 e na defesa teve o valor de máximo de 205,0 na defesa e 219,0 no ataque. O pivô teve na defesa o valor mínimo de de 97,0 na defesa e 111,0 no ataque e valores máximo de 212,0 na defesa e 213,0 no ataque.

Com o presente estudo,  verificamos a importâcia de estudar a frequência cardíaca, distância percorrida, gestos efetuados, gasto enegético, duração e intensidade em posições  específicas dos atletas para com isso, os treinadores e preparadores físicos poderem trabalhar encima desses desgastes e poderem assim aprimorar  para ter melhores resultados. O estudo mostrou ótimos e precisos resultados da pesquisa realizada sobre a Freqência Cardíaca.

Penso eu que o  estudo deveria ter sido realizado em atletas profissionais adultos em comparação com o infanto-juvenil para avaliar assim, a diferença entre ambos e perceber se haveria ou não muita diferença na Frequeência Cardíaca com relaçao a idade dos atletas estudados.

Discente: David Hélio Fonseca

Titulo: diagnostico da especificidade técnica dos jogadores de basquetebol

Autores: Victor Hugo Alves Okazaki, André Luiz Félix Rodacki, Thiago Augusto Sarraf, Valério Henrique Dezan e Fábio Heitor Alves Okazaki.

Revista: Revista Brasileira de Ciência e movimentos

Ano: 2004

Objetivo: identificação da freqüência de utilização das técnicas de basquetebol em relação às funções dos jogadores (armadores, alas e pivôs) como papel distinto no jogo.

Metodologia: foram utilizados vídeos associados a um scout especial foram utilizados para analisar trinta e três jogos do campeonato nacional brasileiro com nove equipes do ano de1996 a 1997, e da liga européia com seis equipes do ano de2002 a2003 e do campeonato mundial com doze equipes do ano de 2002.o scout permitiu o acesso do numero das ações especificas desempenhadas durante o jogo, em treinamento especifico técnicos: arremessos, dribles , passes pontos ,rebotes,bloqueios, bolas perdidas ,bolas roubadas e posse de bola.para verificar as diferencias entre os jogadores e as técnicas de arremesso foi utilizado um teste de anova two way. O teste de scheffefoi utilizado para demonstrar onde as diferencias ocorreram. A amostra foi constituída por 396 atletas de 33 times profissionais da categoria  adulto masculino . para efeito de analise as descrições das técnicas utilizadas neste estudo foram baseadas em daiuto. A técnica do arremesso foi quantificada e analisada através do números de arremessos (lances livres 2 e 3 pontos), número de cestas convertidas e de um coeficiente de efetividade (número de pontos divididos pelo número de arremessos para cada técnica de arremesso.

Resultados

O nível analisado de significância adotada foi de P<0,05. O arremesso de jump (69,7%) e bandeja (16,7%) foram as técnicas de arremesso mais utilizadas (P<0,05). O passe de efeito (44,1%), por cima da cabeça (24%) e ombro(20,1%), foram as técnicas de passe mais utilizadas (P<0,05). Os armadores utilizavam mais as técnicas de dribles (45,8%), além de perderem (22,9%) e roubarem mais o passe da bola (30%). Os alas arremessam mais à cesta (19,8% arremessos/jogos). Os pivôs apresentam um maior número de rebotes (9,4 rebotes/jogos p<0,05) e bloqueios (1,1 bloqueios/jogo).

Conclusão

Permitiu  identificar quais técnicas foram mais utilizadas pelos jogadores de basquetebol profissional e tais informações podem contribuir para a utilização do processo de treinamento e jogo.

Aluno: Breno Lopes da Silva

Análise do Artigo Diferenças entre Sexos na Aprendizagem do Basquetebol

Autores: Luiz Antonio Perereira da Silva  e Maria da Graça de Souza Guedes

Revista da Educação Física/UEM 1996
O desenvolvimento superior das capacidades físicas apresentado pelas crianças do sexo masculino, provavelmente dará a este sexo, condições para apresentar melhores performances no aprendizado do basquetebol, entre tanto Baur afirma que crianças de ambos os sexos entre dez e doze anos, apresentam grande potencialidade para a aprendizagem, com base no maior desenvolvimento de atividades físicas diárias, Jacob cita que o sexo masculino tende a apresentar melhor capacidade coordenativa, o que pode apresentar um benefício no desenvolvimento específico de habilidades como arremesso drible e passe no basquetebol, e na aprendizagem do basquetebol quando os dois sexos são trabalhados juntos, não existe qualquer tipo de diferença significativa no rendimento de ambos os sexos, a amostra contou com 116 crianças na faixa etária entre os dez e doze anos de idade sendo cinqüenta e quatro do sexo feminino e sessenta e dois do sexo masculino, todas pertencentes a quinta série do primeiro grau, estas crianças foram divididas em dois grupos mistos, um com vinte e oito meninas e trinta e dois meninos, outro com vinte seis meninas e trinta meninos, a primeira comparação feita no pré-teste, sobre os fundamentos do basquetebol (arremesso, drible e passe), fora da situação de jogo a existência de diferença significativa do sexo masculino sobre o feminino, o mesmo ocorreu em relação ao passe e o drible, o sexo feminino evidenciou possuir uma capacidade de aprendizagem nos fundamentos do basquetebol, com um aumento significativo demostrando ao final melhores performances na aprendizagem, os resultados revelaram que nos fundamentos básicos do basquetebol, a aprendizagem do sexo feminino apresentou melhores performances do que para o sexo masculino e a melhor condição físico-motora que o sexo masculino apresentou no início do desenvolvimento do trabalho experimental, apesar da menor competência na realização dos fundamentos básicos do basquetebol, fora da situação de jogo, produziu ao final melhores resultados do que o sexo masculino, finalizando não existem dúvidas que o sexo masculino apresenta melhores condições no desenvolvimento motor para jogar basquetebol do que o sexo feminino, contudo esta condição não deu ao sexo masculino capacidade para apresentar melhor rendimento na aprendizagem do basquetebol, quando as aulas são ministradas com turmas mistas, nesta pesquisa o sexo feminino apresentou melhor disposição para aprendizagem a ponto dos resultados diminuírem ao final do pós teste, os resultados possibilitaram concluir que o potencial de aprendizagem do sexo feminino é tão ou mais relevante do que o sexo masculino.

Aluno: Alessandro Orlandi Lima de Meira

A dinâmica de variáveis morfológicas e de performance motora de jovens jogadores de basquetebol

AUTORES: Alexandre Moreira; Alexandre Hideki Okano; Enio Ricardo Vaz Ronque; Paulo Roberto de Oliveira; Miguel de Arruda; Armando Luis Mortatti; Fernando de Oliveira Paes

O artigo A dinâmica de variáveis morfológicas e performance motora de jovens jogadores de basquetebol, publicado em 2008 pela revista da Educação Física da Universidade Estadual do Maringá (UEM), tem como objetivo avaliar como ocorrem as mudanças da performance motora e as variáveis morfológicas diferentes categorias e diferentes idades e como isso interfere no sucesso desses jogadores.

Para o desenvolvimento desse artigo foram avaliadas cinco categorias, como se segue: categoria Pré mini com 18 alunos com idades entre 11 e12 anos, categoria Mini com 16 alunos com 13 anos, Mirim com 13 alunos com 14 anos, Infantil com16 alunos com 15 anos, Infanto-Juvenil com 13 alunos com 16 anos

Os métodos utilizados para foram testes físicos, avaliações antropométricas e altas avaliação da maturação biológica, utilizando uma amostra de 76 jovens jogadores de basquetebol do sexo masculino, com idades variando entre 11 e 16 anos participantes do campeonato paulista das respectivas categorias. Os teste de controle relativo a performance à PERF utilizados foram: saltos horizontais saindo parado (SHP), salto horizontal triplo na perna direita com saída parada (STCD), salto horizontal triplo na perna esquerda com saída parada (STCE), salto vertical contra movimento (SV), corrida de 20m cíclica saindo parado(C20) e o teste T40 metros (C40).

O SV, o SHP, o STCD e o STCE foram realizados no primeiro dia da coleta. A pausa entre cada tentativa foi de 30 segundos para SV e de 90 segundos para os demais saltos. No segundo dia de teste após 48 horas foram realizadas as corridas, com pausa entre as tentativas de no mínimo 120 segundos. Para variações morfológicas foram realizadas as seguintes medidas: crescimento e maturação, determinados pela estatura (EST), massa corpórea (MC), envergadura (ENV) e auto-analise maturacional baseada na escala de Tanner no que tange ao desenvolvimento da pilosidade pubiana (DPP), e desenvolvimento da genitália (DG).

Nas analises dos dados obtidos foi utilizada em primeiro momento à analise estatística descritiva, por se tratar de uma grande quantidade de informações.e para determinar se as variáveis do crescimento somático e da maturação eram significantes nas medidas de forças e velocidade , recorreu-se à análise de regressão. Onde as variáveis da performance como SV, SHP, C20, C40, foram as variáveis dependentes e as variáveis morfológicas como MC, GC, EST, ENV, DG e DPP foram as variáveis independentes, isso significa disser que dependendo do estagio de crescimento somático e maturação que o jovem jogador se encontre sua performance vai variar.

Os resultados obtidos após as analises foram que, nas categorias PM_MIN e MIN_MIR variações do crescimento somático EST, MC e ENM, demonstram incremento significativo na performance motora, entretanto sugere uma estagnação entre MIR e INF. O mesmo acontece quando o indicador é a maturação biológica.

No que diz respeito as medidas da performance ficou demonstrado um efeito significativo entre as categorias (PM_MIN, MIN_MIR) no que tange ao SV, SHP, SHTE e C20, mas não para o SHTCD e teste T40 metro entre MIN_MIR.

Nos resultados das analises de regressão entre medidas de performance motora e variações morfológicas para SV como variável-critério, verificou valores significantes pra estatura, gordura corporal e desenvolvimento da pilosidade pubiana, sendo que EST e DPP apresentaram um coeficiente de correlação positivo, já para gordura corporal o coeficiente foi negativo. Quanto a salto horizontal as variáveis que contribuíram de forma significativa foram GC, EST e DPP, apresentando um coeficiente positivo. No entanto às medidas de velocidade para C20 o DPP e a GC contribuíram juntas apresentando um coeficiente negativo.

Com isso conclui-se que tanto as variações da performance motora quanto as morfológica interferem no desenvolvimento dos jovens jogadores de basquetebol sendo assim interfere também sucesso alcançados por eles.

Aluna: Joyce Aparecida da Cunha

O Ensino do Basquetebol através do Conhecimento Táctico

Autor: S. Antunes, J. Sampaio

Esse artigo tem como objetivo apresentar o modelo táctico para demonstrar quais as vantagens da sua implementação.

Neste modelo, o aprendiz é o núcleo do processo onde lhe são apresentados problemas tácticos, com o intuito de este os resolver, estando este sempre em situações contextualizadas de jogo.

O modelo de ensino baseia-se na reunião das modalidades em categorias, de acordo os princípios básicos dos jogos desportivos, tornando-se assim fácil para o aprendiz a transferência de conhecimentos entre jogos da mesma categoria. Dessa forma, o aprendiz sente-se mais motivado a sua participação na pratica desportiva é prazerosa e divertida.

De acordo com Hopper (1998), após algumas análises aos comportamentos dos aprendizes, tem-se verificado a ausência de prazer inerente à aprendizagem e a pratica dos jogos desportivos bem como a transferência destas aprendizagens para hábitos de vida socialmente saldáveis. Ligado a isso, estão os fracos resultados dos aprendizes relacionados à execução de habilidades, mesmo aquelas menos complexas.

É nesse processo ensino/aprendizagem que o professor/treinador deve desenvolver progressões pedagógicas que ajudem a identificar e ultrapassar os problemas tácticos mais importantes.

De fato, os exercícios habitualmente planejados pelos professores/treinadores ficam centrados em aspectos técnicos isolados do contexto do jogo, levando as aprendizagens a não tirarem proveito da sua pratica e nem incluí-las o seu modo de vida.

O ensino através do modelo táctico foi introduzido na Universidade de Loughborough, na década de 60, onde os jovens aprendizes ainda saíram com necessidade de certas habilidades, para melhorarem a sua prestação desportiva.

Essa necessidade de aprender destrezas técnicas é que torna o processo mais eficaz, pois elas podem ser melhoradas em situações de aprendizagem e funciona bem quando os aprendizes estão por sua conta e o professor/treinador é um orientador, pois os problemas a serem resolvidos pelos aprendizes são minimizados, mediante ao uso correto das ações técnicas, envolvendo-os no processo de tomada de decisão do jogo.

Portanto o sucesso de processo ensino/aprendizagem depende da introdução dos assuntos técnicos, tácticos ou através de suas interações.

Os jogos desportivos podem ser analisados e decompostos em princípios comuns, que podem ser definidos como elementos primários do jogo, e esse ultimo foi formado a partir das propriedades físicas e das regras básicas dos jogos.

Após os jogadores abordarem e entenderem as regras primarias, o professor/treinador pode introduzir as regras secundarias, que fazem a distinção entre jogos da mesma categoria.

Este sistema de classificação encoraja desde o primeiro momento os aprendizes a identificar as semelhanças existentes entre os jogos desportivos.

As sessões de ensino deverão reproduzir um processo gradual e planejado com ampliação de problemas tácticos, de acordo com a complexidade do jogo.

É necessário que o professor/treinador tenha alguns pressupostos para a implementação pratica de modelo: tornar as crenças explicitas, escolher a modalidade preferida, formar ambiente pessoal, pensar na forma de jogo, as sessões de ensino devem refletir o ciclo jogo/pratica/jogo, planificação da unidade de ensino e arranjar companhia.

O propósito inicial do ensino de qualquer jogo desportivo deve ser melhorar a prestação dos aprendizes no jogo e também o seu divertimento e participação nos mesmos, resultando num melhor estilo de vida. A prestação surge a partir de uma fundação entre o conhecimento do jogo e da adaptação da habilidade técnica dentro das estratégicas e táticas de um jogo.

O mais importante é que os aprendizes desenvolvam as suas capacidades de acordo com o nível em que se sentem confortáveis, de modo que ultrapassem com sucesso, o confronto com condições para as quais estão preparados, tendo uma interação de diálogos e debate com o professor/treinador.

Aluno: Paulo Barbosa Souza Filho

Metodologia de ensino do basquetebol no curso de formação de professores de educação física: um relato de experiência

AUTOR: MARCELO GUINA FERREIRA

ANO: 1997

OBJETIVO

O objetivo é analisar em que medida foi possível implantar uma metodologia de ensino do basquetebol (MED) que conduza a uma formação de professores critica e transformadora. Para que essa experiência fosse comparada com: a)- enfoques anteriores da DB; b) proposições de Moreira (1995) quanto ao currículo como política cultural e o professor como intelectual transformador; c) proposições de Pirollo (1997) e Terra (1997) sobre o ensino das disciplinas esportivas na licenciatura em EF.

METODOLOGIA

Quanto à estratégia metodológica que foi utilizada primeiramente partiram da prática social referente à licenciatura na FEF/UFG, com base na Semana de Planejamento Pedagógico (SPP), além de um referencial teórico prévio sobre currículo e formação de professores de Educação Física (EF) especificamente e do magistério em geral, para montar uma proposta de MEB. Segundo, procedeu à prática de ensino na DB dentro do enfoque construído. Terceiro, foi aplicado um questionário de perguntas fechadas (uma adaptação da escala de Lickert) com a turma A – que cursou a DB no enfoque atual – e com a turma B – enfoques anteriores. A quarta parte envolve uma análise de conteúdo (Bardin, 1977) das respostas obtidas nos questionários. Como foi optada por uma análise qualitativa, a interpretação dos dados “tem seus critérios de cientificidade baseados no processo lógico da interpretação e na capacidade de reflexão do pesquisador sobre o fenômeno estudado” (Faria Júnior, 1992, p. 24)

PRINCIPAIS RESULTADOS ENCONTRADOS

Ainda que os enfoques anteriores na DB não se propusessem, abordar aspectos das PCEF e que, portanto, devessem ser mais facilmente detectados na atual MEB, a comparação é um bom parâmetro de avaliação dos pressupostos adotados na MEB na FEF. Cabe dizer também que os alunos da turma A não tiveram contato com estes pressupostos somente na DB. Logo, isto constitui um fator limitante do estudo. Outro fator limitante é que a turma A acabara de cursar a DB, já a B o fez há pelo menos dois anos. Por outro lado, cruzando o referencial teórico adotado e os dados apresentados, pensamos que em síntese: . Foi possível implementar uma MDB integrada ao Eixo Curricular da FEF, superando anteriores enfoques técnico-desportivos destituídos de cunho sócio-educacional crítico, levando os alunos a refletir sobre a necessidade da EF buscar autonomia ante o Sistema Esportivo e identidade pedagógica junto ao Sistema Educacional.  Nas questões n° 2 e 4 n indicam que a atual MEB apresentou não só maior equilíbrio quanto a uma visão que integre o biológico e o sociológico sob o prisma pedagógico, como também uma clara opção por um ensino problematizador, cooperativo, de regras flexíveis e de conteúdos abertos. A questão n.º 9 indica que foi permitido aos alunos co-participar de decisões sobre planejamento, objetivos, conteúdos, ensino e avaliação.. Quanto ao trato com o conhecimento do esporte na visão tradicional (questão n.º 6) e nas concepções crítico-superadora (n.º 4) e crítico-emancipatória (n.º 5), foi possível introduzir elementos metodológicos das duas últimas, levando os alunos a identificar as diferentes posturas de ensino do esporte. 5. A partir da discussão anterior pensamos que a MDB implementada alcançou pelo menos dois pontos propostos por Terra (1997) : a) houve efetivo impacto da MEB sobre a formação dos alunos que, através de estudos e reflexões, experimentaram construir formas de atuação didático-pedagógicas com o basquete, favorecendo-lhes uma visão crítica; b) é possível trabalhar com qualidade os conteúdos técnico-desportivo do basquete, sem afastá-la da reflexão político-pedagógica. . quanto às idéias de Pirolo (1997) a MEB conseguiu: a) problematizar o desporto face às suas condicionantes e determinantes sociais; b) incorporar leituras críticas ao cotidiano do estudante, relacionando o geral e o específico; c) reestruturar e direcionar as avaliações à ação docente, procurando promover questões dissertativas, de pesquisa e aplicação de conteúdo. Foi possível conceber o currículo como política cultural e, como tal, algo que auxiliou a introduzir os estudantes numa visão crítica e transformadora. Sobretudo, foi possível fazê-los vivenciar os mesmos pressupostos que gostaríamos que eles adotassem como futuros professores, iniciando-os nas PCEF. Também a noção de professor como intelectual transformador foi vivenciada por eles, já que puderam perceber a importância de aliarmos competência no planejamento, execução e avaliação do trabalho pedagógico com uma sólida opção ético-política pautada em valores anticapitalistas (justiça social, democracia etc.).

CONCLUSÃO

Foi possível com base, na semana de planejamento pedagógico e nos conceitos de currículo como política cultura, mostrar ao professor o seu papel de intelectual transformador.

Aluno: Raica Aparecida Martins

Título: “Controle da dinâmica do arremesso dos basquetebolistas durante a etapa concentrada de força ”

Autores: Alexandre Moreira e Marcel Ramon Ponikwar de Souza

Revista: Treinamento Desportivo

Ano de publicação: não cita

Objetivo do artigo: Avaliar o controle da dinâmica do arremesso do basquetebolista de alto nível (masculino adulto) durante a etapa concentrada de força especial. Há opiniões, de que os exercícios de força influam negativamente na velocidade de movimento dos desportistas, na precisão do arremesso, e na qualidade de execução das ações motoras específicas (passe, manejo de bola, etc.).

Metodologia da pesquisa (amostra, procedimentos metodológicos e análise dos dados): Foram realizadas 50 sessões de treino de força e 50 sessões de treino de arremessos, onde eram realizados 200 arremessos por sessão. As sessões de arremesso eram realizadas no período da manhã e as sessões com objetivos de treino de força especial, eram realizadas no período da tarde. Os arremessos eram registrados e analisados para em seguida serem correlacionados às cargas de força treinadas paralelamente.  Nestas sessões de arremessos, os atletas realizavam diariamente sessões específicas de arremessos distintos. Em um primeiro momento, priorizou-se o trabalho de força dirigido para o desenvolvimento das manifestações de força máxima e explosiva, sucessivamente, foi dirigido o processo de treino no sentido do desenvolvimento da força rápida e resistência de força. Dentre as formas de treinamento, foram as seguintes: Treinamento em pirâmide, Superséries de agonistas e antagonsitas, Séries de queimação, Método de força explosivo e Métodos Híbridos. Participaram do estudo 9 atletas da categoria adulta masculina em fase de preparação para o campeonato paulista da categoria, série A1 (principal)

Principais resultados encontrados: Os resultados mostraram uma dinâmica de evolução positiva no tocante aos arremessos. O indicador mais importante foi a eficiência do arremesso durante todo o desenvolvimento da preparação de força, além de outros índices, que foram alvo de estudos e que não fizeram parte desta publicação.

Conclusão: O processo de treinamento de força especial do basquetebolista, deve ser elaborado de maneira cuidadosa e dirigida, e fundamentalmente controlada, a fim de otimizar o novo nível de força adquirido durante o treinamento, e evitar os aspectos negativos de uma transferência aos movimentos característicos da modalidade.

Análise crítica: O artigo falha quando cita os resultados, porém não mostra os gráficos para que possamos analisar. Um aspecto interessante é quando o artigo cita que sobre o basquetebol brasileiro encontraram pouco material teórico que demonstrasse a evolução da dinâmica de performance dos atletas, durante as diferentes etapas de treinamento e efeitos sucessivos de treino nestas distintas etapas com finalidades diferenciadas, que é o foco do artigo.

Nome: Deniane Línia de Morais

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